A nossa maravilhosa e magnífica Top Model Lea T, nascida no Brasil e criada na Itália, é filha do ex-jogador da seleção brasileira Toninho Cerezo, que jogou na seleção brasileira entre 1977 e 1985.

Lea T, aceitou um convite que é irrecusável, fazer parte do time de celebridades que estarão na cerimonia de abertura da olimpíada aqui no Brasil. O mais importante, que ela vai fazer história, levantando uma bandeira de inclusão e ser porta-voz da diversidade de gênero, orientação sexual e raça

“num momento em que o Brasil será apresentado ao mundo”.

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, Lea T afirma que é com estes objetivos que aceitou um convite para participar da cerimônia de abertura da Olimpíada, no Rio de Janeiro, como a primeira transexual a ter um papel de destaque numa abertura olímpica na história dos Jogos.

“Não posso falar nada ainda, precisamos manter a surpresa. Mas a mensagem será muito clara: inclusão. Todos, independente de gênero, orientação sexual, cor, raça ou credo, somos seres humanos e fazemos parte da sociedade. Meu papel na cerimônia, num universo micro e representativo, ajudará a transmitir esta mensagem”, diz.

Modelo brasileira foi eleita pela revista Forbes como uma das 12 mulheres que mudaram a moda italiana (Foto: Lea T/Instagram)
Modelo brasileira foi eleita pela revista Forbes como uma das 12 mulheres que mudaram a moda italiana (Foto: Lea T/Instagram)

Ela continua:

“Eu, como qualquer outra transexual, levanto uma bandeira. Falo da transexualidade porque faz parte da minha história, mas sou apenas mais uma integrante desta comunidade, sou mais uma. Sei que sou privilegiada por ter a mídia que me ouve, mas cada transexual em sua luta cotidiana tem igual importância para os LGBTs”, diz.

Essa mulher que tem uma bagagem grande em sua vida, aos 29 anos estrelou a sua primeira campanha, da grife Givenchy, no inverno de 2011. Foi com essa grife francesa que projetou Lea T a fama no mundo da moda.

A modelo foi uma das poucas personalidades brasileiras a serem entrevistadas pela apresentadora Oprah Winfrey
A modelo foi uma das poucas personalidades brasileiras a serem entrevistadas pela apresentadora Oprah Winfrey

Em nota enviada à BBC Brasil, o COI esclareceu que em 2015 foi reunida uma nova comissão médica e científica para revisar tais orientações. Como resultado, o Comitê Olímpico Internacional passou a recomendar que atletas transexuais possam participar dos Jogos sob seu novo gênero mesmo que não tenham passado pela cirurgia de mudança de sexo.

Os Jogos de 2016 são a primeira edição das Olimpíadas em que a nova recomendação está em vigor.

“É necessário garantir que, ao máximo possível, os atletas transexuais não sejam excluídos da oportunidade de participar de competições esportivas. Requerer mudanças anatômicas cirúrgicas como uma pré-condição para a participação não é necessário para preservar a competição justa e pode ser inconsistente com as noções e legislações de direitos humanos em desenvolvimento”, diz o documento enviado à BBC Brasil assinado pela comissão médica do COI em novembro de 2015.

Para Lea T, a nova recomendação do COI é uma boa notícia. “É sem dúvida nenhuma um avanço, mas infelizmente parece que não há atletas transgêneros que tenham se classificado para os Jogos deste ano. Apesar disso, já é uma esperança para a comunidade e uma forma de inclusão”, avalia.

“Neste momento em que o Rio de Janeiro e o Brasil serão apresentados ao mundo, é imprescindível que a diversidade esteja presente. O Brasil é muito vasto, e toda essa diversidade precisa, de alguma forma, ser representada em um evento como esse. Foi justamente isso que me motivou a aceitar o convite para participar da cerimônia de abertura”, explica.

Nos só temos desejar boa sorte no dia, pois sabemos que será um sucesso <3

Lea T (Foto: Arquivo Vogue/Zee Nunes)
Lea T (Foto: Arquivo Vogue/Zee Nunes)