Depois de passar por Nova York, Milão e Londres, as grandes marcas chegam a Paris, fechando a temporada internacional de moda com chave de ouro.

Lá, o Paris Fashion Week aconteceu entre os dias 27 de setembro e 5 de outubro, e contou com uma temporada cheia de estréias, grandes marcas lançaram novos estilistas assinando suas coleções. Na passarela muita fluidez, movimento e modelagens amplas.

Aqui, a gente confere o que aconteceu, enquanto nos esquentamos para a São Paulo Fashion Week, que acontece de 24 a 28 de outubro.

 

  • Yve Saint Laurent

A coleção de estréia do estilista Anthony Vaccarello na Saint Laurent Paris veio cheia de ousadia e muita inspiração nos anos 80. Vaccarello declarou que a ideia desta coleção foi capturar a essência das compradoras da marca, que pra ele é uma garota que gosta de se divertir e não tem medo de quebrar as regras.

O conceito refletiu em uma coleção de tons sóbrios e super ousada, com peças de couro, com decotes genorosos, transparência, modelagens justas e curtas, modelagens assimétricas, lamê dourado, amarrações laterais e a logomania nos sapatas e brincos com as iniciais “YLS”.

As mangas são as protagonistas da coleção, com ombreiras, renda, estampas, enfeites e muito volume.

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  • Chanel

Numa vibe bem futurusta, Karl Lagerfeld abriu o desfile da coleção de verão 2017 com duas modelos robóticas usando o clássico tailleur da marca.

A Chanel apostou em referências ao mundo do hip hop, bonès virados para trás e correntes com medalhas apareceram muitas vezes nesta coleção. O slip dress, bem levinho, vem constratanto a leveza e sensualidade com jaquetas de tweed, saias, pulôvers e os conjuntos tradicionais da marca – que, desta vez, aparecem em versões bem coloridas, remetendo a placas de hd e cabos de computadores.

A bolsa com letreiro piscando em neon promete ser o hit desta temporada!

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  • Valentino

A pintura de Hieronymus Bosch, “O Jardim das Delícias Terrenas”, foi a inspiração para o primeiro desfile solo de Pierpaolo Piccioli na Valentino; o estilistas acrescentou um toque punk a essência romântica e graciosa da marca.

Em parceria com a designer britânica Zandra Rhodes, ícone dos anos 70, criou estampas com uma paleta de coras bem vivas, em tons de rosa, vermelho, amarelo e verde. O bordado continua sendo a parte principal da identidade da marca, e aparece nos grandes vestidos, calças amplas e casacos; os acessórios também chamam atenção, as minibolsas combinam com a delicadeza das sapatilhas bailarina e rasteirinhas com amarrações.

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  • Lanvin

Leveza e elegância marcam a estréia de Bouchra Jarrar na passarela da Lanvin, ela equilibrou o masculino – através de sua marca pessoal que é uma alfaiataria impecável – com o feminino, presente em lingeries, plumas, transparência e florais.

A coleção de verão 2017 também conta com muitas listras em looks preto e branco, slip dress, fluidez e chinelos decorados. Bouchra trouxe a Lanvin uma nova cara, imprimindo seu estilo, deixando evidente na passarela que a marca passa por uma nova fase.

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  • Dior

Pela primeira vez na história de uma das casas da mais tradicionais do mundo, a Dior, a direção criativa fica por conta de uma mulher; estréia também da estilista Maria Grazia Chiuri, que pela primeira vez coloca na passarela uma coleção sem o seu companheiro Pierpaolo Piccioli – que agora assina para Valentino.

O mote deste novo momento da marca não poderia mais coerente: Esgrima – um dos unicos esportes no qual o uniforme é o mesmo para homens e mulheres – e Feminismo

Na passarela, uma silhueta romântica, com uma alfaiataria slim, peças leves, com tule, fluidez, alcinhas e tomara-que-caia; referências místicas de simbologias de cartas de tarô e transparências delicadas, da esgrima jaquetas de mais pesadas, camisetas slogan à Katharine Hamnett – com a frases feministas – e sapatilhas em preto. Mais uma vez na temporada, a estilista resolveu investir na logomania, que aparece nos acessórios e em bolsas, que ganharam além do nome da marca uma palavra que remete a ela própria, J’Adore.

Os tênis bota feitos pela Puma são o desejo imediato desta coleção.

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  • Elie Saab

Inspirada na era disco e nos anos 70, a passarela da coleção primavera/verão 2017 Elie Saab estava coberta de glitter. A marca continua com sua identidade, muito glamour, brilho, transparência e bordade mas, nesta temporada, deixa o estilo “princesa da Disney” de lado e investe em looks mais ousados e divertidos.

Blazer metalizado, jaqueta bomber, mini vestido, macacões, óculos espelhados, decote em V, bolsa de franja, lamê, lurex e muita estampa com estrela.

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  • Balmain

Um dos desfiles mais esperados de toda Paris Fashion Week, Olivier Rousteing conseguiu surpreender mais uma vez na passarela da Balmain. Desta vez, o estilista traz de o vazado com tule – para dar mais leveza – e deixa de lado os looks com cinturas muito estruturados, justos e de cintura super marcada.

A coleção de verão 2017 da Balmain investe em looks que jogam com o justo e o amplo, com o suave e sensual. Vestidos decotados, macacões, conjuntos com pantalona, cintos, looks monocromáticos e coloridos, estampa de píton e peças metalizadas são alguns dos elementos que compõem este novo momento da marca.

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  • Chloé

Com uma nova leitura do navy Clare Waight Keller desfilou pela Chloé uma coleção cheia de referências ao universo dos marinheiros e percadores, combinados com o refinado estilo francês de detalhes românticos e toques andróginos, sem deixar o estilo feminino de lado.

A marca tráz um verão fresh e jovem, com macacões, vestidos, saias e calças com silhueta ampla, modelagens em um evasê quase godê, gola marinheiro, cordas, detalhes de laços no ombros, estampas florais, renda, babados, plissados e releituras variadas das listras Breton.

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  • Rochas

O verão 2017 da Rochas foi buscar inspiração nas fotografias de moda de Erwin Blumenfeld – com suas cores fortes nas capas da Vogue América entre os anos 40 e 50 – e Cecil Beaton, com seu clássico preto e branco.

Partindo deste mote, a marca levou à passarela muitas cores vibrantes e alegres, um novo color blocking, com um estilo vintage e contemporanêo; muito drapeado, plissado e babadinhos nos detalhes, o tule entra como elemento importante, os vestidos, saias e pantalonas curtas são fluidos, e o contraponto fica por conta dos cardigãs, suéteres e camisas com o R do logo no peito.

Os destaques da coleção são o petit poá na tranparência, e nas lingeries que parecem surgir de propósito por de baixo dos vestidos.

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  • Alexander McQueen

Sarah Burton escolheu Shetland – um conjunto de ilhas no extremo norte da Escócia – como destido da Alexander McQueen neste verão 2017. A partir de fotos de flores selvagens, obsercação de pássaros e profunda pesquisa sobre as tradições vivas dos que ainda vivem por lá, nasceu o visual desta nova coleção.

Na passarela, uma mulher romântica, suave e forte ao mesmo tempo, tecidos super finos como tules e rendas combinados com o couro, aplicações metálicas e tartans, ombro de fora, manbgas bufantes, dramático e poderoso, como a McQueen não pode deixar de ser.

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  • Hermès

Assinada por Nadège Vanhee-Cybulski, a Hermès traz para o verão 2017 o mundo clássico e sofisticado da marcado combinado com a silhueta dos anos 80. A passarela desfila volume nos ombros das camisas de alfaiataria, cintura alta nas calças com pernas amplas, looks soltinhos e com cara de confortável.

A cor rosa aparece em duas tonalidades, uma com um fundo acinzentado e a outra bem pink. Aliás, rosa parece ser a grande tendência segunda essa semana de moda de Paris.

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  • Miu Miu

Miuccia Prada levou o verão 2017 da Miu Miu de volta para os anos 50, e ainda investe em grafismos geométricos que têm um ar retrô e remetem ao começo de sua carreira, nos anos 90, deixando a coleção com uma pegada de neo brechó.

Touquinhas xom flores, poá, top com nó, bustiê com estampas gráficas, florais e hot pant – que apreceu em várias marcas nesta temporada.

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  • Louis Vuitton

Uma das grifes mais importantes de todo o cenário de moda, trouxe para passarela um deslife super rock’n’roll, com couro, xadrez, quadriculado, metais e, na make, uma inspiração no glam rock dos anos 70.

Afirmando a tendência que se encontrou na silhueta dos anos 80, a Louis Vuitton traz recortes assimétricos, ombreiras e cores fortes. As bolsas e acessórios da marca não dominam o desfile, como de costume, nesta temporada eles apareceram apenas em alguns looks preto e branco e com brilho.

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