Eu não sei vocês, mas eu não aguento mais ouvir falar em dieta. O mundo está de dieta, homens e mulheres, crianças e adultos, altos e baixos, gordos e magros.

Fazer dieta é um conceito relativamente novo, amplamente estudado pela medicina, sustentado pela indústria farmacêutica, testado em milhares de pessoas e desaprovado por 95% delas. O motivo? A ineficiência a longo prazo.

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Quem consegue emagrecer, logo ganha os quilinhos perdidos ou ainda mais. O ponteiro da balança não entende as nossas ambições: “quero o corpo dessa modelo” ou ainda “quero diminuir dois números do manequim”. Existe um código que nasce com você e que determina as suas características. Esse código é primitivo, herdado de nossos ancestrais e é responsável pela evolução da nossa espécie. O nosso corpo é muito mais sábio do que a gente imagina.

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Não sou nutricionista, endocrinologista, médica, farmacêutica, educadora física, vlogueira fitness. Nada disso. Sou uma pessoa comum que já fez inúmeras dietas e se sentiu a pior pessoa do mundo quando falhou em todas elas. Li diversos livros sobre alimentação, analisei diversos tipos de dietas, segui muitos planos alimentares inadequados e já fui paciente em consultórios clínicos.

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Nunca entendi como alguém poderia saber o tamanho da minha fome ou então como aquele plano alimentar poderia tirar de mim a vontade de comer e celebrar a vida. Venho de família italiana e não sentir fome é sinal de doença.

O “fazer dieta” sempre me despertou ansiedade. Só de pensar em não comer, já me dava fome. Eu me autossabotava todos os dias, logo no café da manhã, só para poder comer o que eu quisesse pelo resto daquele dia. E na manhã seguinte, era a mesma coisa … e essa bola de neve nunca acabava.

Até que eu conheci os ensinamentos da nutricionista Sophie Deram, francesa naturalizada no Brasil que lançou o livro “O peso das dietas” (editora Sensus).

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Ela fala de maneira simples como o nosso organismo funciona e como o cérebro cria mecanismos para se adaptar e impedir uma mudança brusca de peso.

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nutricionista Sophie Deram

Doutora em endocrinologia e pesquisadora da USP, ela é contra regimes restritivos e acredita no simples equilíbrio. Manteiga, pão, gordura e outros alimentos deliciosos fazem parte do dia-a-dia dos franceses e nem por isso eles são obesos.

Cortar grupos alimentares não é sucesso para ninguém, seja ele físico ou mental. Já experimentou ficar um único dia sem ingerir um grama de carboidrato? Eu me senti cansada e com o humor completamente instável.

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O que eu quero dizer com tudo isso é que a alimentação equilibrada, aliada com a prática de exercícios físicos é o segredo, não tem jeito.

 

Eu não precisei me formar em ciências médicas para entender. Apenas olhe para dentro do seu corpo e descubra o que é melhor para você.

 

Peça ajuda a um especialista que esteja de prontidão para te ouvir. Não se deixe ser transformado em fórmulas e contas matemáticas.

 

Você é mais do que isso, seu corpo é muito mais complexo do que isso. Seja mais do que uma capa de revista, seja mais do que um padrão, seja mais do que as pessoas querem que você seja.

 

Apesar de todas as tecnologias, nós somos ligados ao solo, a terra e a tudo o que vem dela. Reaprenda a nutrir seu corpo, sua alma e sua mente.