Autoestima é intrigante e esconde inúmeros mistérios. Primeiro porque pessoas usam a autoestima para se convencerem de que são melhores do que os outros.

Segundo, porque ninguém nos ensina a ter autoestima e nos cobram isso na fase adulta. Terceiro, porque muitas pessoas acham que ter autoestima é se arrumar, fazer a barba, passar perfume, maquiagem e batom.

É sempre bom saber o verdadeiro significado da palavra antes de colocá-la como característica de uma pessoa: “Fulano tem baixa autoestima” ou “Ciclano não tem amor próprio, olha só como ele se veste”.

Por que ter autoestima é importante?  

Ela determina a maneira como as pessoas se relacionam com o mundo e com elas mesmas. A opinião que você tem de si é mais favorável e não há tanta necessidade de conquistar a aprovação e a valorização das outras pessoas. Autoestima é se sentir bem, se respeitar, se conhecer. Quanto mais autoconhecimento você tem de si, mais segurança e confiança sobre seus pensamentos e suas ações você terá.

Quem deveria nos ensinar?

Tipicamente, cabe aos pais a difícil missão de carregar o HD do filho com todas as informações importantes para viver em sociedade. Fica de fora a professora que tolera bullying em sala de aula. Fica de fora o tiozão da família que só critica as atitudes, a personalidade e os sonhos da criança. Fica de fora também aquele familiar super protetor que considera a criança o rei/ a rainha do planeta: “Meu filho é tão inteligente…nem parece ter só 18 meses” ou então “Nunca vi uma criança tão esperta…ele está a frente de seus coleguinhas nas aulas de inglês”.

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O que podemos concluir? Que a partir do momento em que inserimos um novo ser na sociedade, a formação desse indivíduo passa a ser responsabilidade de todos. Todos somos formadores de opinião, somos influenciadores na vida de muita gente.

No entanto, esse conceito está desconfigurado no manual moderno. Autoestima para os homens está diretamente ligada à performance sexual, enquanto que para muitas mulheres está baseada na beleza, em cuidar da aparência. Não há trepada, escova modeladora ou banho de loja que prolongue o sentimento de plenitude dentro de você. Após algumas horas ou dias, tudo aquilo perde o sentido e, mais uma vez, você se vê sentada na cadeira do salão pintando os cabelos de outra cor. Não há problema algum em se cuidar, mudar o visual e querer ficar mais bonita. O erro está na associação com a autoestima. Aquela pessoa que não se arruma, que não passa maquiagem e que não troca um sapato confortável por um salto 15 pode sim fazer essas escolhas por puro amor próprio.

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O diferencial de cada um faz dele único. O mundo não é feito de pessoas que correspondem a um padrão. O ‘ideal’ muda constantemente e ninguém é obrigado a nascer conforme a tendência. O que não pode ficar de fora é o respeito e o amor que você sente de você mesma. Isso, ninguém pode te dar e muito menos tirar de você.

Dicas para elevar sua autoestima:

  • Busque o autoconhecimento da maneira que mais lhe convém (pode ser através de livros, terapia, conversas em grupo, mas principalmente esteja aberta para se descobrir)
  • Mexa-se (caminhe, corra, nade, dance…manter-se em movimento só traz benefícios)
  • Identifique em você suas qualidades e não só os defeitos
  • Aprenda com experiências passadas (exercite o perdão e se permita errar e se conhecer)
  • Exercite o poder de se dar amor e carinho diariamente
  • Ouça a intuição, acredite em você e aumenta a sua autoconfiança
  • Diálogo interno te prepara para as diversas experiências externas

Faça todos os dias algo que a deixe feliz (pode ser simples como ler, descansar, ver filmes, ouvir música, cozinhar, caminhar)