A Netflix lançou recentemente uma série espanhola de se encher os olhos de orgulho: As telefonistas. A série lembra um pouco as novelas das 18hrs da Rede Globo, pois é ambientada nos anos 20, algo tradicional da emissora.

Como todos sabem, não é fácil ser mulher nos dias de hoje, e era muito pior em 1928, onde maridos diziam se uma mulher poderia ou não trabalhar, os pais obrigavam as filhas a casarem jovens, as profissões de “mulheres” se limitavam basicamente em professoras e costureira, e faltava algo de suma importância: a lei a favor das mulheres.

A trama gira em torno de quatro mulheres fortes que lutam por sua liberdade e suas vontades, apoiando firmemente o feminismo e o empoderamento da mulher. Alba, Marga, Carlota e Ángeles, além de companheiras, são telefonistas em uma grande empresa telefônica e lutam por seus direitos como trabalhadoras, não deixando que ninguém diga o que devem fazer e nem diminuindo seu valor, comprovando que mulheres precisam somente de si e de sua vontade para serem felizes.

“Las chicas del Cable”

Abordando temas como homossexualidade, aborto, agressão física e voto feminino, as sufragistas são muito citadas e enaltecidas, o que retrata muito bem o caminho difícil da mulher na história e suas lutas, tendo uma conexão com a nossa realidade, onde ainda temos que brigar por nossos direitos na sociedade. Poucos homens apoiavam a liberdade feminina e a maioria acreditava que o papel da mulher na sociedade era ser mãe e esposa, e aquelas que lutavam bravamente por seus direitos eram por muitas vezes agredida por machistas.

 “Mulheres como essas que interpretamos e que retratamos na série, muitas delas foram pioneiras, e graças a elas estamos aqui, trabalhando. Tudo por causa dessa luta que elas tiveram, cada um em seu país, com sua profissão e sua personalidade” (Ana Fernández – Carlota)

A história tem como um foco muito grande o romance de Lídia (Alba) e Fernando que eram apaixonados na juventude, mas tomaram rumos diferentes em sua vida; após 10 anos separados, encontram-se na empresa telefônica e vemos como Alba-Lídia tem um passado cheio de surpresas e segredos. Cabe a ela – que deixa muito claro que nunca precisou de ajuda masculina na vida- e as suas companheiras a lutarem por uma Espanha e mundo mais justo, aonde a liberdade e igualdade vem acima de qualquer coisa.

Foram confirmadas a segunda e terceira temporada da série e esperamos que continue na mesma pegada feminista. Abençoada seja a Netflix por sempre lançar séries fantásticas!