O endometrioma é um termo utilizado para designar a endometriose, mal que forma cistos e acomete os ovários.

Diferente de outros tipos de cisto ovariano, a endometriose é apelidada de “cisto de chocolate”, por serem preenchidos por um líquido semelhante a chocolate derretido e que se dá devido à presença de células endometriais no interior do ovário.

Essa espécie de cisto aparece em até 44% das mulheres portadoras de endometriose. Formado por células da parede interna do útero (endométrio), os cistos se desprendem e se aderem aos ovários. Ao se romperem, o conteúdo se espalha pela pelve e na superfície do útero, bexiga e intestino, podendo causar aderências entre estes órgãos e nos espaços entre eles. Tudo isso é acompanhado por uma forte dor pélvica.

Segundo o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, o cisto pode ser detectado pela ultrassonografia transvaginal ou pélvica, após as queixas das pacientes relatando dores pélvicas agressivas ou durante as relações sexuais, além da dificuldade para engravidar. “Após relatos de dor pélvica intensa, acompanhada do ciclo menstrual, escapes menstruais frequentes e fluxo menstrual intenso, o médico promoverá um exame físico e solicitará um exame de sangue de dosagem de marcador (CA125) e o de endometriose. O cisto, quando rompe, pode gerar dores abdominais muito intensas e podem ser confundidas com doenças inflamatórias pélvicas e até mesmo apendicite”, adverte Mantelli.

Além de causar dores, os endometriomas podem afetar a região reversa do ovário e seu potencial fértil. Após o diagnóstico, o tratamento mais indicado, segundo o especialista, é o uso de medicamentos, ou até mesmo, cirurgia para a remoção do cisto.