Está cada vez mais comum ouvir relatos de pessoas diagnosticadas com ansiedade. Atualmente, 33% da população mundial sofre com o transtorno, segundo a Organização Mundial de Saúde. Por causa da alta taxa, é importante que essas pessoas busquem tratamentos, tanto com psicólogos e psiquiatras como através da prática esportiva e de terapias alternativas.

De acordo com a psicóloga Lizandra Arita, se não for controlada, a ansiedade pode evoluir para casos mais severos, culminando em outros transtornos psicológicos, como síndrome do pânico e até mesmo depressão. A especialista listou os principais transtornos ligados à ansiedade.

TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO

O diagnóstico do transtorno de estresse pós-traumático é feito quando o paciente sofreu um trauma que impactou profundamente sua vida, como sequestro, acidente, violência sexual ou perda dos pais na infância, por exemplo.

Esses traumas causam importantes alterações no comportamento das pessoas, podendo ficar excessivamente inibida ou desinibida, além de agitada e mais reativa emocionalmente. A pessoa ainda pode entrar em estado de hipervigilância e cultivar pensamentos obsessivos com conteúdo relacionado à vivência traumática, inclusive em pesadelos durante o sono.

O paciente evita falar sobre o que aconteceu por ser algo muito doloroso para ele. Essa atitude, entretanto, parece manter os sintomas, como em geral acontece com todos os transtornos ansiosos. Crianças apresentam uma dificuldade ainda maior, já que podem não compreender com clareza o trauma e nem falar sobre ele.

FOBIA SOCIAL

A fobia social é um transtorno extremamente incapacitante e que tem impacto no funcionamento e na qualidade de vida das pessoas. O problema consiste em um medo persistente e intenso de situações onde a pessoa julga estar exposta à avaliação de outros ou teme se comportar de maneira humilhante e vergonhosa.

Em jovens, a ansiedade pode ser expressa por choro, acessos de raiva ou afastamento de situações sociais nas quais não haja pessoas familiares. Também é comum o aparecimento de sintomas físicos, como palpitações, tremores, calafrios e calores súbitos, sudorese e náusea.

Crianças com fobia social relatam desconforto em inúmeras situações como falar em sala de aula, comer na cantina próximo a outras crianças, ir a festas, escrever na frente de outros colegas, usar banheiros públicos, dirigir a palavra a figuras de autoridade como professores e treinadores, além de conversas e brincadeiras com outras crianças.

Fonte: Portal Apontador