Nova técnica pode ser uma esperança para que mulheres possam ovular novamente e até engravidar, mesmo quando os folículos ovulatórios não são mais vistos

Para rejuvenescer o ovário e reverter o envelhecimento ovariano, existem algumas técnicas e todas tem o mesmo objetivo: ativar “óvulos adormecidos” que não se desenvolveram no decorrer dos anos, permanecendo no ovário em estágio inicial de desenvolvimento na região externa do ovário, chamada córtex.

Mesmo com estímulos hormonais, como medicamentos específicos usados nos tratamentos de fertilização e em altas doses, continuam inertes e indiferentes.

As principais formas de reversão são microinjeção de mitocôndrias humanas, estimulação do crescimento de folículos dormentes pela Via AKT, rejuvenescimento do ovário pela infusão de PRP (plasma rico em plaquetas), aplicação de células-tronco na artéria ovariana e rejuvenescimento do ovário pela via Hippo.

“O número de mulheres que desejam ter filhos em idade mais avançada vem crescendo nos últimos anos e, com isso, o interesse pelo efeito do envelhecimento ovariano na capacidade de ter filhos aumenta cada vez mais”, admite Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Ele comenta que, segundo algumas publicações, o número de mulheres que tem seu primeiro filho ao redor dos 20 anos diminuiu em um terço desde 1970, ao passo que o número daquelas na casa dos 30 ou 40 anos quadruplicou neste mesmo período. “Na maioria das vezes, isso se deve à incorporação intensa da mulher na vida profissional, a busca da estabilidade financeira ou pelo início tardio de uma vida afetiva que desperte o desejo de ter filhos”, aponta o médico.

Os ovários podem envelhecer mais rápido?

Entretanto, principalmente nos tempos modernos, existem outros fatores que tem influência importante no processo de envelhecimento prematuro dos ovários.

Cambiaghi adverte: “Hoje em dia, mais mulheres estão enfrentando elevada pressão do trabalho, bem como alguns distúrbios psicológicos. Todos os dias se sentem cansadas e cheias de tensões. Fumam, dormem mal e bebem mais”.

Ele faz a ressalva de que algumas até usam drogas ilícitas, outras fazem exercícios em demasia, passam por estresse exagerado e possuem hábitos alimentares inadequados. Esses problemas podem causar o envelhecimento prematuro dos ovários e pode levar à síndrome da menopausa prematura.

“De acordo com uma pesquisa, 27% das mulheres, na faixa dos 30 anos, já podem ter o início dos sintomas da menopausa. O envelhecimento precoce do ovário pode ser uma razão para o envelhecimento físico prematuro da mulher”, conta.

Como funciona?

Chamado de rejuvenescimento pela via Hippo, este tratamento consiste na retirada, por videolaparoscopia, de fragmentos dos ovários (de um deles ou dos dois) que já não possuem mais funcionamento adequado.

Esses fragmentos são tratados fora do corpo da mulher e depois devolvidos para o seu local de origem e reimplantados por videolaparoscopia no mesmo ato cirúrgico. Esse processo é considerado experimental e, por isso, só é recomendado em  pacientes que obedeçam alguns requisitos,  uma vez que um procedimento médico, nestas condições, não deve oferecer riscos para a paciente.

É também  seguro, pois, além de ser simples e rápido, o tecido ovariano implantado é o da própria paciente. Indicações:

  • Mulheres que já tenham recomendação para a videolaparoscopia, como, por exemplo, endometriose, miomas e cistos ovarianos;
  • Mulheres na menopausa ou perimenopausa, com idade inferior a 40 anos;
  • Mulheres inférteis, com baixa reserva ovariana (diminuição de folículos antrais, aumento de FSH ou níveis baixos do hormônio antimulleriano);
  • Mulheres com insuficiência ovariana prematura (POF).

Os exames básicos para esse procedimento são: clínico e ginecológico, com dosagens hormonais entre o 3º e 5º dia do FSH, LH, Estradiol e hormônio antimulleriano, além de um ultrassom vaginal para avaliar a reserva ovariana.

O médico explica que em uma única cirurgia é realizada a remoção do tecido ovariano e, em seguida, esse pedaço é fragmentado em pequenos pedaços e imediatamente reimplantado em locais escolhidos, no próprio ovário ou próximos a eles, sem o tratamento em laboratório.

Um procedimento de futuro promissor

Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Esta técnica é experimental, mas é uma esperança futura para aquelas que estão entrando em falência ovariana precoce.

Foi realizado um estudo com pacientes com menopausa precoce ou nas quais os ovários não respondiam, embora não estivessem ainda em menopausa, todas com menos de 40 anos.

“Foram submetidas à cirurgia laparoscópica, na qual foi retirado parte de um ovário, cortado em múltiplos e pequenos fragmentos e, então, reimplantados neste mesmo ovário e na serosa da trompa. Foram submetidas a esse procedimento 14 mulheres. Dessas, quatro (28%) engravidaram e duas já tiveram o bebê. Considerando que eram mulheres cuja única opção era receber óvulos doados, uma taxa de sucesso de 28% é muito promissora”, finaliza o especialista.

Saiba mais sobre esse e outros diversos procedimentos no www.rejuvario.com.br

Serviço:

Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghiwww.ipgo.com.br / www.fertilidadenatural.com.br ou http://www.fertilidadedohomem.com.br