A correria do dia-a-dia faz com que as mulheres fiquem mais desatentas com a saúde, seja por situações de estresse ou, até mesmo, por não saberem identificar o que realmente pode proporcionar males à saúde.

O ginecologista e obstetra Domingos Mantelli aponta cinco erros comuns que as mulheres repetem e que podem prejudicá-las:

1 – ALIMENTAÇÃO INADEQUADA NA TPM

As mulheres costumam consumir exageradamente doces, carboidratos, frutas cítricas e açúcares durante o período pré-menstrual. Consequentemente, podem ocorrer corrimentos, entre outras infecções, que podem levar a males como a candidíase. Para aliviar a TPM e amenizar seus efeitos, as mulheres devem ingerir alimentos com cálcio, vitamina C e potássio. Frutas, verduras, folhas verdes, nozes e castanha do Pará, estão entre as indicações. Além disso, devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro, café, chocolate e doces que podem piorar os sintomas.

2 – USO DE ÓLEOS LUBRIFICANTES NO SEXO

Durante a relação sexual, o casal muitas vezes faz uso de lubrificantes, porém nem todos são ideais para o uso. Óleos lubrificantes, por exemplo, não são indicados em hipótese alguma, já que podem desintegrar o látex do preservativo (inclusive, estão quase extintos do mercado). A ação do óleo lubrificante reage ao material da camisinha e isso pode causar um rompimento do material. Além disso, os óleos são prejudiciais à vagina porque permanecem alguns dias na vagina. Com isso, há grandes chances de proliferação de bactérias, o que pode causar infecções na região. O ideal é usar gel à base de água, já que não causam alergias e nem reagem com o látex, não mancham tecidos e são fáceis de serem encontrados em farmácias e supermercados.

3 – PRODUTOS INAPROPRIADOS PARA LIMPEZA DA VAGINA

As mulheres são extremamente preocupadas em manter suas regiões íntimas muito limpas. Todavia, elas acabam utilizando diversos produtos inadequados para a limpeza da vagina como, por exemplo, o desodorante íntimo. O uso frequente de sabonete íntimo também não é recomendado, já que diminui o pH vaginal e tira a defesa natural da região. Esses produtos de “limpeza” podem causar problemas na região e até alterar o pH natural. O mais indicado é não interferir demais no pH. Ao respeitar o pH vaginal, a mulher evita a proliferação de bactérias e, consequentemente, as infecções, os odores indesejáveis, os corrimentos, as lesões na vagina e na vulva, além das doenças mais graves.

Outro hábito muito utilizado pelas mulheres são as duchas. Não há necessidade de duchas, já que isso pode alterar a flora vaginal e prejudica a defesa do organismo. É importante frisar que a própria vagina se encarrega de fazer a limpeza interna naturalmente. Os lenços umedecidos também podem causar irritações ou reações alérgicas de hipersensibilidade.

Usar o papel higiênico de maneira correta, de cima para baixo, já promove uma limpeza adequada. Assim como usar água corrente com sabão ou sabonete neutro já é o suficiente para a limpeza.

4 – FALTA DE HÁBITO DE REALIZAR EXAMES DE ROTINA

Quando se faz exames preventivos, podemos descobrir doenças logo no início e, assim, nos submetermos a tratamentos adequados para evitar problemas mais graves. Muitas mulheres não têm o hábito de realizar exames preventivos que são necessários para evitar males futuros como câncer do colo do útero, câncer de mama, cistos, síndrome de ovários policísticos, entre outros.

5 – MÁ ESCOLHA DO ANTICONCEPCIONAL

Anticontraceptivos sempre geram dúvidas sobre suas utilizações. Sejam nas versões oral, injetável, adesivo, implantados, o que a mulher precisa realmente fazer é procurar um ginecologista para decidirem juntos a melhor opção. Não se pode confiar na indicação de amigas, já que nem sempre o que vale para uma pessoa traz benefício para outra. Cada organismo reage de uma forma. Tomar qualquer anticoncepcional, ou mesmo fazer uso das pílulas do dia seguinte, podem não ser eficazes quando comparados com os ministrados regularmente com indicação médica.

O uso descontrolado de qualquer anticoncepcional pode acarretar até numa gravidez indesejada ou mesmo, em um desequilíbrio de ciclo menstrual, além de mal-estar como enjoo, tonturas e vômitos.